As Notas de Lu Heng

Quem decide o futuro da internet?

Quem deu às instituições que mantêm os registros da internet o poder de governá-la? Estas Notas acompanham essa pergunta, de analogias do cotidiano a uma outra arquitetura para a rede.

Todas as Notas

Explore a coleção completa

Acompanhe uma pergunta, encontre uma Nota específica ou veja como o argumento se desenvolve.

Todos os assuntos

76 Notas encontradas · Página 7 / 7

  1. Nota 4Como a internet deveria funcionar?

    Sobre a soberania dos dados: realidades técnicas e práticas

    Uma lei nacional consegue conter dados que circulam por toda parte?

    As discussões globais sobre soberania dos dados frequentemente confundem ideais técnicos com realidades operacionais. No Interconnect World Forum 2025, em Tóquio, destaquei uma verdade fundamental: a capacidade de fazer cumprir as leis nacionais de localização de dados é limitada em uma economia digital global na qual os dados circulam por toda parte e nenhuma jurisdição, isoladamente, consegue conter fisicamente a conectividade.

  2. Nota 3Como a internet deveria funcionar?

    Sobre a descentralização dos endereços IP

    Por que a última camada centralizada da internet representa um risco estrutural, e não filosófico?

    Há décadas, a internet avança continuamente em direção à descentralização. Da infraestrutura às aplicações, do blockchain à Web3, quase todas as camadas estão reduzindo os pontos únicos de controle. Ainda assim, uma camada crítica continua obstinadamente centralizada: nomes e números — nomes de domínio e endereços IP. Isso não é uma questão filosófica, mas um risco estrutural. Qualquer ponto centralizado de estrangulamento pode ser capturado, politizado ou usado de forma abusiva e, quando isso acontece, a internet se fragmenta.

  3. Nota 1Quem detém o poder?

    Sobre o AFRINIC, a governança dos RIRs e o mito da “propriedade comunitária”

    O que significa “propriedade da comunidade” quando um pequeno círculo interno controla as regras?

    Escrevo esta nota não como comentarista, mas como alguém que esteve diretamente envolvido na realidade da governança dos Registros Regionais da Internet (RIRs), em especial no AFRINIC.