Janela a enquadrar o horizonte
A fotografia abre com uma sensação de equilíbrio sereno.

A fotografia abre com uma sensação de equilíbrio sereno. Através da janela arqueada, o mar estende-se numa calma sem fim, com o azul suave a aprofundar-se em direção ao horizonte. As cortinas, pesadas e com padrões, seguram a luz como memórias de tecido, e as suas dobras projetam sombras subtis nas extremidades do enquadramento. Sob esta vista imóvel, uma mesa cintila com vida — uma taça de fruta, uma garrafa pousada numa caixa térmica prateada, um copo a apanhar a luz.
O ar parece lento, preenchido pelo ritmo silencioso do encontro entre o dia e o oceano. Os reflexos na superfície de vidro mudam ligeiramente, ecoando a calma para lá da janela. Não há sinal de movimento, mas a imagem inteira respira. O mar espera lá fora, a sala espera cá dentro e, entre ambos, há apenas luz.
É um estudo da quietude — de como o espaço interior pode espelhar a distância e de como a calma pode preencher uma sala enquanto a água banha a margem.
Na exposição Obra 60 de 363
O lugar de onde se olha
Dentro, fora
Antes de explicarmos o mundo
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