Fogo florescendo sobre o silêncio
Uma explosão dourada preenche o alto do céu, expandindo-se depressa, com as bordas desfiadas por finas faíscas azuis.

Uma explosão dourada preenche o alto do céu, expandindo-se depressa, com as bordas desfiadas por finas faíscas azuis. Os rastros se curvam ligeiramente, e a gravidade começa a puxá-los mesmo enquanto brilham. O ar abaixo resplandece em âmbar, denso de fumaça e da luz que ainda resta. Cada linha se afasta do centro como uma batida do coração que escapa do corpo.
A imagem congela o fogo antes que ele se desfaça. O dourado domina, denso no núcleo, dissolvendo-se em tênues fios azuis à medida que se afasta do centro. O contraste é discreto, mas completo — calor e frescor, peso e espaço, em oposição.
O que resta é um desenho de energia imobilizada. A explosão poderia ser uma flor, uma onda ou um sol nascendo no lugar errado. É explosão e pausa ao mesmo tempo, luz tentando durar mais que a noite.
Na exposição Obra 310 de 363
A escala do tempo
Quando a luz se dispersa
Antes de explicarmos o mundo
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